Crítica: Raya e o Último Dragão (2021)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Raya e o Último Dragão, é na bem da verdade, uma história que todos já vimos – a jornada de uma jovem guerreira, instruída por seu pai à partir em busca de um objeto mágico que salvará o mundo. E até que inicialmente, a sensação de uma reciclagem de ideias feita pela Disney parece ser confirmativa. Mas de qualquer modo, o estúdio sabe compor química à seus personagens.

Isso porque a preocupação em si não se deve necessariamente ao fato de não sabermos se Raya conseguirá ou não concluir sua missão – já temos essa resposta antes mesmo de dar play no filme. Mas a fórmula da não personificação de um vilão não tira a urgência do que está em jogo, que acima de tudo, irá focar nas divergências na percepção de mundo entre seus personagens, mesmo que já esteja claro o objetivo a ser alcançado por todos.

Sendo assim, a leveza é muito bem-vinda, proporcionando uma experiência simples e bela para quem curte animações – mesmo considerando a objetiva ausência de elementos realmente criativos, tais como a própria criação de mundo com reinos, onde a magia uma vez presente lá, já não existe. E poderia ser mais interessante, caso a exposição narrativa nos diálogos, que óbvio; teria que estar presente pelo alcance que a Disney tem; não fosse tão exagerada.

Partindo para os personagens, estes também deixam claro o quão básico é o roteiro, mas simultaneamente, o quão sábio é o estúdio ao proporcionar momentos verdadeiramente charmosos e elegantes de forma inevitável. Com destaque também para a incrível captação de áudio, que transparece as ótimas performances vocais de Kelly Marie Than (Raya), e da Awkwafina (Sisu), cujo o arco é o mais admirável de se acompanhar. Outro aspecto positivo é a boa condução visual apresentada pela dupla de diretores Don Hall e Carlos López Estrada, principalmente nas harmoniosas cenas de luta.


Veredito

De modo geral, Raya e o Último Dragão não é descartável, e entrega sensações agradáveis; (vale lembrar também o animalzinho de estimação da Raya, o Tuk Tuk, que é talvez a coisa mais fofa que você verá esse mês) – mas que infelizmente, não é demonstrado um grande trabalho artístico propriamente dito.

7/10.

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