Crítica: WandaVision (1ª temporada)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


Minissérie tem diversão, ação, dinamismo e muita magia!


WandaVision chegou e se tornou a série favorita entre os fãs da Marvel, que criaram diversas teorias envolvendo Wanda, os X-Men e sua família. Os fãs comentavam no Twitter, sempre às sextas-feiras, sobre o novo episódio de WandaVision, numa temporada que se tornava cada vez mais intrigante, a ponto de ter várias opções em seu rumo. O novo passo da Marvel Studios na Fase 4, agora com o Disney+ a seu favor, já começou, e com o pé direito, estabelecendo uma de suas principais heroínas no MCU.

Com Elizabeth Olsen e Paul Bettany reprisando Wanda Maximoff e Visão, respectivamente, a série começa em forma de uma sitcom dos anos 50 e 60 nos dois primeiros episódios, e vai avançando no tempo de uma forma rápida. O real problema que Wanda tem de lidar é o que a espera fora dali, a S.W.O.R.D, uma agência de  inteligência e antiterrorismo, que tenta resolver o “ataque” da heroína em Westview. Para o Diretor Hayward (Josh Stamberg), Wanda não passa de uma terrorista, após, supostamente, ter atacado uma parte do complexo da S.W.O.R.D. Em sua mente, em vez de uma heroína, a Maximoff deve ser neutralizada à todo custo, para que o campo de energia criado em volta da cidade se desfaça, e as pessoas sejam salvas.

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Seguindo com essa caçada, Wanda permanece fiel às suas crenças, acreditando no amor que a uniu com o Visão. Há um dinamismo certeiro aqui, e muito mais explorado e também melhor do que visto em filmes anteriores. A união de um sintozoide e de uma humana aprimorada, vai além do poder e do amor, e estabelece um terreno muito fértil para ser ainda mais explorado num próximo filme da Marvel Studios, ou numa segunda temporada da série. Talvez, o maior ponto positivo da série, além de sua trama, é a interação entre os protagonistas, – e os filhos – que não deveria ser por menos, já que dividem o título.

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Em meio a apresentações e flashbacks, WandaVision traz uma grande vilã da Feiticeira Escarlate nos quadrinhos, Agatha Harkness, a grande antagonista e que rouba muito a atenção em suas cenas. É contada a origem da bruxa de uma forma mais resumida, e ela é revelada para os fãs. Se tratando de personagens, a série conseguiu equilibrar cada subtrama, dando importância para todos, em um roteiro bem amarrado, e dando continuidade após os eventos de Vingadores: Ultimato.

Saindo do roteiro, para não entregar todo o espetáculo da história e indo para os detalhes mais técnicos, a série possui um CGI de grande orçamento, e não demonstrando queda de qualidade nos efeitos especiais quando lhe foi necessitado. Um outro ponto muito bem utilizado são os efeitos sonoros, e também a trilha sonora composta por Christophe Beck (Homem-Formiga e Homem-Formiga e a Vespa). São grandes pontos positivos, que conseguem moldar todo um ambiente próprio para o show, garantindo sua característica de ação e romance, além de ser uma sitcom dentro da série. Aliás, referências aos quadrinhos não faltam, e os trajes clássicos muito menos.

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Porém, nem tudo são flores, e existe sim, pontos negativos. Mesmo com uma estabilidade de um episódio para o outro em termos de narrativa, variando da comédia, para o drama e a ação final, há pontos a serem contestados no decorrer dos episódios. De tanto que Agnes falou de seu marido Ralph, que posteriormente assumiu a alcunha de Mercúrio (Evan Peters), ele era só mais um civil qualquer, e a criação do marido foi apenas uma tentativa de driblar Wanda? Tudo bem em o Mercúrio ser um civil qualquer, porém, para a entrada dos mutantes no MCU, é uma baita chance jogada fora pela produção, e que poderia ser explorada ainda mais sobre a questão do marido de Agnes – podendo ser um grande vilão de uma possível segunda temporada. O Visão Branco, também, apesar de bem posto para o último episódio, é uma ideia jogada mais para o futuro do Universo da Marvel nos cinemas, e não tão utilizada aqui. 

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Mas, mesmo com alguns pequenos pontos negativos, em nada estraga a experiência do telespectador. O diretor Matt Shakman, junto com o criador Jac Schaeffer, conseguem muito bem explorar a essência de Wanda, mostrando todo o seu potencial, e finalizando sua construção ao longo de anos, para se tornar a Feiticeira Escarlate.


Veredito

WandaVision abre um novo capítulo da Marvel nas séries, e também na Fase 4, enaltecendo todo o percurso da Marvel Studios até então. Com Elizabeth Olsen e Paul Bettany em suas melhores performances, e um elenco de ótima qualidade, que consegue acompanhar os protagonistas, a série não decepciona e mostra Wanda tendo lidar com o luto de perder o Visão.

O show do Disney+ cumpre tudo o que promete, e ainda mais, vai além do esperado, homenageando sitcons clássicas, trazendo diversas referências dos quadrinhos e uma história coesa. Com cenários incríveis, uma ótima produção de efeitos visuais e várias reviravoltas até chegar em sua conclusão, WandaVision explora uma vida futura que a heroína queria, dando um fim no arco de Wanda com o Visão e o começo de sua vida como Feiticeira Escarlate no MCU.

9/10.


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