Semana Heroica #1 | O que motivou o fracasso do reboot do Quarteto Fantástico?

Quarteto Fantástico (2015) é um dos piores filmes de heróis já feitos.


Quando se fala em Quarteto Fantástico, muitos se lembram daquele clássico e vistoso filme de 2005, onde a Fox sabia, pelo menos, fazer um roteiro decente. Mas, muitos ainda se lembram do reboot de 2015, totalmente inapto de ser chamado de filme e horrível aos olhos dos fãs. Mas, por que foi um fracasso total? O que desencadeou tudo isso?

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Vamos começar do básico, o diretor e a escolha do elenco. Josh Trank, diretor de Poder Sem Limites, parecia ser promissor. E, de fato, era, mas talvez muito novo para um blockbuster de heróis. Já o elenco, que conta com Michael B. Jordan (Tocha Humana), Kate Mara (Sue Storm), Miles Teller (Reed Richards) e Jamie Bell (O Coisa) foi uma boa escolha. Mas, dentro da proposta do filme, não pareciam ser tão dinâmicos quanto os atores da duologia da Fox. Mas, ressalto que, para a proposta do filme, que era trazer uma equipe mais jovem, mais inexperiente e um tanto ingênua, os atores foram boas escolhas.

Josh-Trank-diretor-de-Quarteto-Fantástico
Josh Trank, diretor do filme
Enredo

Pulando para a etapa do enredo, que tinha tudo para ser interessante, mas é esquecível. Recontar a origem mais uma vez do Quarteto Fantástico, já é desinteressante, mas remodelar e transformá-los em jovens do ensino médio, foi um dos piores erros. Talvez isso funcione mesmo para o Homem-Aranha, mas para uma das equipes mais famosas dos quadrinhos da Marvel, não como o esperado. A origem entrelaça os destinos dos quatro personagens, por conta de uma máquina de teletransporte que os leva para outra dimensão. O experimento dá errado, e o resto você já sabe, o ganho dos poderes.

O desenvolvimento de Reed Richards, talvez, seja a melhor coisa do filme, já o restante da equipe… Não é preciso comentar. História rasa, desenvolvimento dinâmico inexistente, roteiro apressado. Três pontos-chaves que podem resumir o pior filme de heróis deste século.

Vilão, visuais e cenas de ação

É justo ver o Doutor Destino novamente, mas, já é a terceira vez que o vemos, numa diferença de 10 anos. Posso estar sendo chato, mas o filme, se não fosse as interferências do estúdio e refilmagens, poderia ter sofrido de uma abordagem muito melhor do que o produto final, trazendo vilões totalmente  diferentes de Doom. Mesmo que a origem do mais voraz inimigo da equipe esteja ligada aos heróis, ele poderia servir de um dos inimigos que faz dupla com algum outro de mesmo poder, ou ser engavetado para uma sequência. 

Doom_capa
Divulgação/20th Century Studios

Outra vez, há um fraco desenvolvimento acerca de um grande personagem. Seus motivos malignos são inexistentes, se tornando apenas num típico vilão genérico, que aparece em apenas uma edição de um quadrinho e nunca mais retorna. 

Falando agora em um geral de visuais, tanto os dos personagens quanto CGI, eles poderiam ser BEM melhores. Levando em consideração a época de Quarteto Fantástico de Tim Story, que possuía efeitos especiais, que pra hoje são medianos, há uma melhora bem considerável. Mas, tudo tem um porém, e neste filme bagunçado, tem poréns até demais. Era pra ser melhor que os anteriores, certo? Era, mas esse não é o caso, e até os próprios uniformes conseguem ser piores do que de costume. Imitando Bryan Singer, com uniformes padronizados em X-Men? Quem sabe. O design imemorável do Doutor Destino, – O Coisa também não está lá “aquelas coisas” as cenas de ação mal coreografadas em muitas sequências, casam com o baixo orçamento que o filme teve – R$ 120 milhões. Mesmo que o foco seja o Quarteto Fantástico, em desenvolver designs e efeitos visuais melhores, esquecem de seu vilão e do restante do longa, para manter a mesma qualidade empregada para a equipe.

O fracasso súbito e a culpa da FOX

Fracasso de crítica, de bilheteria e de audiência, é o caso deste reboot. Mas, a culpa é do diretor e elenco? Não, a culpa é do estúdio. O longa-metragem passou por refilmagens, e teve várias interferências do estúdio. O diretor, Josh Trank, afirmou que “foi como ser castrado”, após ver que editores e produtores do filme estavam mudando uma grande maioria do que ele construiu. Os problemas internos fecharam portas para Trank, que desistiu de dirigir um derivado de Star Wars para a Lucasfilm.

A Fox queria trazer mais leveza ao filme, e de fato trouxe, junto de fracasso. Os problemas na produção, geraram vários rumores negativos acerca do filme, contribuindo para um fracasso total. O filme ganhou R$ 167,9 milhões intencionalmente, mas muito aquém do esperado e dos filmes anteriores. 

Se era pra ser o pior filme de heróis do século XXI e integrar a lista, superando até mesmo Batman e Robin (1997), o reboot de Quarteto Fantástico conseguiu.

Agora, caberá à Marvel Studios produzir uma obra de grande qualidade, para uma das equipes mais marcantes dos quadrinhos de todos os tempos.


Semana Heroica acontece uma vez por mês, durante uma semana, focando em algum personagem ou equipe dos quadrinhos, para falar sobre quadrinhos importantes, games, filmes e sua origem, ou um vídeo falando sobre algum quadrinho, essas últimas no canal do Critical Room.

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