Review: Batwoman (2×01)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


Segunda temporada começa abaixo do esperado.


Após a saída de Ruby Rose no papel de Batwoman, houve muito burburinho para uma nova atriz interpretar a heroína. A equipe de roteiristas da série chegou a conclusão de que precisavam de uma nova identidade para a vigilante, contratando Javicia Leslie para o papel de Ryan Wilder, a nova Batwoman. Deu certo logo de cara? Nem tanto.

Comparado ao primeiro episódio da série, lá em 2019, é um verdadeiro desastre. ‘What Happened to Kate Kane’ abre a segunda temporada, explicando sobre o sumiço de Kate, – já que a atriz saiu do papel – aderindo aos momentos melodramáticos de todas as formas. O sumiço da bilionária de Gotham se dá em uma queda de um avião, que voltava de National City. Aparentemente, Kate é dada como morta, já que não conseguiu vestir o traje antes e saltar do avião ou tentar salvá-lo. É um bom desfecho para a heroína, já que não haveria tanto sentido em fazê-la desaparecer como Bruce. Porém, o que veio a seguir, colocou muitas tramas em apenas um episódio, que fora extremamente corrido, que tentou se enrolar em Jacob Kane e sua subtrama pessoal com a Batwoman, Luke Fox, Alice… E por aí vai.

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Ryan Wilder aparece em tela, com alguns flashbacks do passado que revelam sua mãe ter sido assassinada por alguns homens. Ela acredita ser a Gangue das Maravilhas, e nutre um sentimento amargo ante à Alice, vilã da Batwoman e irmã de Kate. Essa conexão forçada, estraga uma possível construção ao longo de toda a temporada, mas abre caminhos para o Máscara Negra, Espantalho e algo mais do SilêncioRyan tem uma origem clichê, um tanto parecida com a do Raio Negro – que é boa. Basicamente, sua mãe morre, ela descobre que foi Alice e quer se vingar, forçando uma ligação desnecessária num começo de temporada. Como disse acima, pode ser algo trabalhado mais organicamente, com ambas adquirindo conhecimento uma da outra, sem se basear numa vingança premeditada pelo passado.

Obviamente, Ryan veste o traje depois de encontrá-lo, mas não sabe como usá-lo. É algo a ser explorado durante a temporada, porém, o ponto negativo é sua motivação para vesti-lo. É visível a dificuldade que ela tem, com pouca experiência em combate e que precisa melhorar, usando todos os dispositivos do arsenal da Batcaverna ou do bat-traje. Mesmo que tenha faltado uma boa execução dela como a nova Batwoman, e também sua origem que beira ao clichê, sua vida passada parece não ter sido fácil por ser uma mulher negra. É inegável que, Caroline Dries, showrunner da série, soube muito bem explorar a nova personagem e adequá-la para a realidade, tratando de algumas questões sociais. E aí entra toda a história de Ryan, sobre a dificuldade de ser uma ex-presidiária e estar à procura de emprego ou uma casa para morar, pois o falso idealismo das pessoas em ajudar alguém a recomeçar, é maior que seu senso comum de estender a mão. Com certeza, o caráter social da protagonista será um dos pontos mais fortes em toda a temporada.

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E por falar em pontos fortes, apesar de muitos negativos, a série apresentou pela primeira vez – segunda, na verdade – Bruce Wayne, porém sendo uma máscara para Thomas Elliot. Foi o ponto mais positivo do episódio, que se desenrolou com muita emotividade e esqueceu de que deve preparar terreno para novos perigos. O disfarce foi facilmente descoberto, e os roteiristas jogaram fora uma trama interessante de explorar a manipulação de Elliot como Bruce Wayne.

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Divulgação/CW

A trama principal que é o sumiço de Kate, foi ofuscada pela sub trama do falso Bruce, que podia se manter por mais alguns episódios, e que ainda deixou quase inexistente a existência de uma trama solo de Ryan Wilder. É claro que, é cedo para tirar conclusões por conta de um episódio, mas, correndo neste ritmo acelerado e não aproveitando suas histórias que têm o potencial de serem mais longas, a segunda temporada pode não surpreender.


Veredito

Batwoman tem começo acelerado em sua segunda temporada, explicando o desaparecimento de Kate Kane, a origem de Ryan Wilder superficialmente e a falta de um desenvolvimento mais duradouro na trama que envolve Alice e o falso Bruce Wayne. O episódio abraçou o trivial e tentou se sustentar em Kate e em Bruce, mas errou em desenvolver todas as tramas, que acabaram ficando soltas e desconexas. É só o início, mas que não agrada.

4,5/10.


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