WarnerMedia conclui investigações sobre comportamento abusivo de Joss Whedon

As denúncias partiram do ator Ray Fisher.


Após meses da denúncia do ator Ray Fisher, o Cyborg de Liga da Justiça, ter se pronunciado contra Joss Whedon e relatado comportamento abusivo por parte do diretor, desencadeando uma outra revolta de uma dublê por conta de uma cena do filme, a WarnerMedia finalmente concluiu as investigações. A informação se deu através de um comunicado da AT&T, transmitido por um noticiário na sexta-feira (11) à noite.

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“A investigação da WarnerMedia sobre o filme da Liga da Justiça foi concluída e medidas corretivas foram tomadas”, diz o comunicado.

Ray Fisher, claro, não deixou de acompanhar e também se pronunciar sobre o comunicado da WarnerMedia em seu Twitter:

“Ainda há conversas que precisam ser tidas e resoluções que precisam ser encontradas. Obrigado a todos por seu apoio e incentivo nesta jornada. Estamos em nossa maneira”, escreveu o ator.

O dia 1° de julho foi histórico para o ator, que denunciou o comportamento de Whedon durante as filmagens, depois que Zack Snyder saiu da direção do longa. Tendo o apoio de Jason Momoa (Aquaman) e algumas outras estrelas e também de quem trabalhou nas filmagens, Fisher conseguiu disputar para que a Warner abrisse uma investigação contra o diretor.

Essa postura abusiva do diretor, foi dita por Fisher que o presidente da DC Entertainment na época, Geoff Johns e o produtor Jon Berg, não interviram em nada

“O tratamento que Joss Whedon deu ao elenco e à equipe no set de Liga da Justiça foi nojento, abusivo, antiprofissional e completamente inaceitável. Ele foi apoiado, de muitos modos, por Geoff Johns e Jon Berg. Responsabilidade > Entretenimento”, escreveu o ator no dia 1 de julho, tendo sido o começo de todo o caso.

Kevin Smith também deu apoio ao ator, que reforçou ainda mais o péssimo comportamento de Whedon no set, chegando a insultar o próprio Snyder e mudar diversas cenas de sua versão, que irá ao HBO Max em 2021.

 “Lembro de quando estava no set de filmagens de Star Wars: A Ascensão Skywalker e algumas pessoas de lá tinham trabalhado nas duas versões de Han Solo e Liga da Justiça. Os caras dos efeitos especiais disseram que houve uma grande quantidade de insultos à versão do Zack no set por parte de Joss. Ele ficava meio cortando, desconsiderando e sendo negativo sobre a outra versão, que ele viu, e que todas essas pessoas fizeram juntas sem ele”, disse o cineasta, que continuou. “Então acho que essa foi a parte antiprofissional. Isso não se faz, especialmente se você veio ajudar num momento ruim da vida do diretor. Mas isso é só uma coisa que alguém me disse, que meio que se alinha com os comentários.

Ainda mais, rumores compartilhados por Grace Randolph no mesmo dia 1 de julho, afirmam que a cena do Flash (Ezra Miller) sobre a Mulher-Maravilha (Gal Gadot), foi totalmente uma ideia de Joss Whedon, gravada com uma dublê, após Gadot se recusar a fazer a cena – por isso não é visto o rosto dela. O post no Twitter foi respondido pelo fotógrafo Jason Laboy, que ainda reforçou a ideia de que a dublê também não quis gravar a cena constrangedora.

“Não se esqueça de acrescentar que ele a trancou em uma sala e ameaçou sua carreira se ela não fizesse a cena. Isso é muito importante e não deve ser omitido.”

Em outubro, Ray Fisher disse à Forbes que Whedon queria diminuir a quantidade de pessoas de cor, – o que inclui a não participação de Ryan Choi na versão final e outros – diminuindo também seu tempo de tela.

“Antes do processo de refilmagem da Liga da Justiça, conversas abertamente racistas foram mantidas e entretidas – em várias ocasiões – por ex e atuais executivos de alto escalão da Warner Bros. Pictures. Os tomadores de decisão que participaram dessas conversas racistas foram Geoff Johns, Jon Berg e o atual presidente do Warner Bros. Pictures Group, Toby Emmerich.”

As investigações estavam em andamento, mesmo que Ray Fisher estivesse gravando as cenas adicionais para o corte da Liga da Justiça de Zack Snyder. Veremos muito mais do Cyborg do que nos foi mostrado na versão distorcida de 2017.

Sobre a conclusão das investigações e as denúncias, Joss Whedon não se pronunciou sobre.


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