Crítica: The Liberator (1ª temporada)

Aviso: Crítica sem spoilers!


Minissérie sobre Segunda Guerra se baseia em história real.


Lançada no Dia dos Veteranos, a minissérie The Liberator, original da Netflix, explora o capitão Felix Sparks (Bradley James) e a Companhia E na Segunda Guerra Mundial em quatro episódios, com cerca de 45-55 minutos, redesenhando atores reais em um visual de animação muito parecido com os jogos da Telltale Games.  

A minissérie traz uma grande abordagem que o preconceito de superiores do exército diante de outros que não são de sua “raça”, dentro do contexto de uma guerra mundial. O oficial Sparks tem o grande trabalho de “reformar” soldados presos, que se envolveram em confusões após terem sofrido preconceitos por descenderem de mexicanos e tribos indígenas, esta última, que sofreu muito durante a Guerra de Secessão e contra colonos britânicos durante longos séculos. Mas, voltando, Sparks deveria colocar todos em forma e prepará-los para batalhas sangrentas na Europa, que estava tomada pelos nazistas.

TheLiberator_Season1_Episode1_00_18_16_12

 

Comandando o 157° Regimento de Infantaria, o oficial Sparks conseguiu unir soldados abatidos pelo preconceito e mergulhados no ódio, transformando-os em bons e guerreiros aos olhos de outros superiores. São várias operações em lugares na Itália, como Salerno e Anzio, sendo um destes lugares que sua companhia teve grande dificuldade. A campanha na Alemanha também não foi das melhores, sofrendo muita pressão do exército americano após o desastre de Dachau, um dos campos de concentração nazista.

The-Liberator

Vamos destacar aqui a ótima atuação de Bradley James, protagonista da minissérie. Com personalidade forte, o ator conseguiu passar as dificuldades de estar na posição de comando durante uma guerra, e também a força e persistência que todo líder deveria ter. Os outros que compõem o elenco não ficam muito atrás, fazendo atuações sólidas e marcando personagens que o espectador pode se apegar. Em aspectos técnicos, os traços podem ser estranhos no começo, mas nada que não possa ficar acostumado após alguns minutos do segundo episódio. O uso de CGI misturando com live-action, inova ainda mais séries animadas que podem vir a ocorrer futuramente, usando a mesma textura que The Liberator usou. Uma outra, embora não marcante, qualidade, é a trilha sonora bem específica para guerra, puxando um pouco dos clássicos como O Resgate do Soldado Ryan, para mostrar uma campanha americana em telas.

the-liberator-CR

Talvez, um ponto negativo seja um pequeno deslize feito no primeiro e segundo episódio, que podem confundir o telespectador caso não preste atenção aos detalhes cronológicos que a série propõe. Porém, esses erros são “consertados” no terceiro e quarto episódio, entregando uma nova perspectiva na reta final de um drama mais profundo, que não repete os erros dos episódios antecessores. Há cenas que tocam a fundo a emoção, misturando tensão e tristeza em meio a batalhas sangrentas, que podem ser decisivas para a população daquele determinado país. O último episódio, de fato, mostra o que uma guerra é e pode causar, tanto para civis de forma física, quanto para soldados de forma psicológica, e alerta o poder da decisão que cada um tem de fazer.


Veredito

Com uma trama interessante, tendo como base o livro The Liberator: A Odisséia de 500 dias de um soldado da Segunda Guerra Mundial das praias da Sicília aos portões de Dachau, de Alex Kershaw, The Liberator aborda o preconceito dentro do próprio exército e suas rivalidades.

Trazendo uma ótima performance de Bradley James como protagonista, a minissérie animada inova com o uso de CGI e live-action, denotando as dificuldades em operações e os horrores vivenciados pelo oficial Felix Sparks e seus soldados.

9/10.


Confira o último CR News:

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s