Black Mirror: Todos os Episódios Ranqueados

Black Mirror é uma série antológica britânica criada por Charlie Brooker. Originalmente produzida pela Channel 4, foi comprada pela Netflix em 2016. Com episódios chocantes e reflexivos sobre a influência da tecnologia em nossas vidas, a pegada que a série traz é única. Sendo alguns melhores do que outros, aqui está um ranking dos 22 episódios lançados, do pior ao melhor, até agora.

Como cada um tem seu enredo, personagens, diretor e desfecho próprio, este artigo servirá também como um guia para os episódios mais bacanas dessa série que marcou a década.

22° – Rachel, Jack e Arshley Too (5×3)

Baseado em robôs como a Alexa, da Amazon, a premissa é interessante. Mas a diretora não parece consolidar bem o clima, tornando do episódio, o menos impactante de todos, e o mais indeciso.

21° – Momento Waldo (2×3)

A intenção era boa. Mas há certa distância de uma possível relação com o protagonsita – coisa que Charlie Brooker jamais errou ao escrever seus roteiros, exceto aqui.

20° – Smithereens (5×2)

Engraçado que, Black Mirror, que já explorou tantos assuntos interessantíssimos e mais profundos, opta aqui por um contexto mais básico, mas peca pela ausência de suspense, e a falta de dinamismo e foco na história.

19° – Engenharia Reversa (3×5)

A questão aqui é: a criação de mundo e átmosfera se sobressaem gritantemente do roteiro. E mesmo com uma cena de abertura de tirar o fôlego, não desenvolve bem o restante da trama, deixando um pouco a desejar.

18° – Stricking Vipers (5×1)

Analisando de forma inédita a homossexualidade, o desenrolar sabe bem explorar a estranheza da situação, e a relação entre os personagens, que se apaixonam por seus personagens em um jogo on-line.

17° – Metalhead (4×5)

Talvez o mais apavorante, e com certeza, o mais tenso. Mas ao visitarmos uma realidade pós-apocalíptica devastada, talvez a situação em específico não seja a mais instigante possível.

16° Arkangel (4×2)

Superproteção elavada ao extremo. Temas como privacidade e segurança anexados a uma bela jornada de descobrimento. Lembra um pouco Boyhood, mas com um tom muito mais tenebroso da maternidade e ambos com montagens espetaculares.

15° – Crocodilo (4×3)

Mostrando na prática, e de forma crua o lado sombrio do avanço tecnológico, já remetido pelo título “Crocodilo” (da expressão lágrimas de crocodilo) – existe um niilismo instagnado, com uma insensibilidade impactante, necessitando estômago forte de quem for assistir, ainda mais porquê a vilã é protagonista. Destaque para a fotografia espetacular.

14° – Versão de Testes (3×2)

Tendo como ponto de partida os vídeo-games, vemos aqui um pouco do pânico que a insegurança sobre as realidades pode causar. Totalmente imersivo, ele cria um senso de confusão que é muito bem estabelecido. Talvez você irá pensar duas vezes antes de jogar um simulador na próxima vez.

13° – USS Callister (4×1)

Com um dos visuais mais interessantes da série, remetendo à vibe do seriado Star Trek, temos aqui o episódio que talvez mais irá subverter suas expectativas, com um excepcional design de produção.

12° – Hino Nacional (1×1)

Apresentando um pouco do pior que a sociedade têm a oferecer, o episódio piloto leva apenas alguns segundos para se revelar insano, e mostra pra quê que a série veio, com um desfecho impactante, deixando qualquer um de queixo caído.

11° – Odiados Pela Nação (3×6)

Com a liberdade e o anonimato que a internet disponibiliza, as consequências podem ser devastadoras. Um thriller visceral, com personagens muito bem escritos, e uma condução excepcional.

10° – Volto Já (2×1)

Conversar com os mortos pode não parecer algo relacionado a tecnologia. Mas afinal, quais seus limites? Volto Já mostra que não tem. Chegamos ao ponto do inimaginável. E carregado de emotividade, acompanhamos essa surreal história de despedida – ou quase isso.

9° – Hang the DJ (4×4)

Sabe quando um filme estabelece uma química entre o casal logo no início? Bem, aqui temos um prato cheio. E ainda mais com um ploot-twist fenomenal que deixa tudo mais empolgante quando analisado em retrospécto. É mais ou menos assim que o Tinder vai funcionar daqui a alguns anos.

8° – Black Museum (4×6)

Como é bom uma protagonista inteligente. E em Black Museum isso é de fundamental importância. Com uma transformação de expectativas impressionante ao decorrer da duração, e uma ambientação cativante.

7° – Urso Branco (2×2)

Entregando o lado impiedoso da raça humana, aguardamos de Urso Branco uma coisa, e ele nos entrega diversas outras. Qual o limite da justiça com as próprias mãos?

6° – Quinze Milhões de Méritos (1×2)

Mesmo sendo um dos mais futuristas, consegue ser um dos mais realistas, monstrando a hipocrisia da sociedade e a divisão de classes, com cenários claustrofóbicos, realçando uma rotina insuportável, nos tornando prisioneiros, como na cena em que o protagonista é obrigado a assistir uma propaganda – nada muito distante do que vivemos hoje. Vale destacar também a performance absurda de Daniel Kaluuya, que nunca decepciona.

5° – Manda quem Pode (3×3)

Imprevisível, frenético e chocante. São alguns dos adjetivos para o episódio mais melancólico da série, enquanto a situação enfrentada pelos ótimos atores Alex Lawther (The Ending of the F***king World) e Jeromy Flinn (Game of Thrones) vai ganhando proporções gigantescas, envolvemdo questões como chantagem e humilhação.

4° – Natal (2×4)

Bem. E se alguns episódios anteriores na lista conseguem impactar com o quão distante a tecnológica pode alcançar, aqui vamos para outro patamar, havendo até mesmo a possibilidade de bloquear uma pessoa na vida real. E com uma estrutura que instiga cada vez mais.

3° – Queda Livre (3×1)

A alguns anos atrás, poderia ser considerado uma distopia. Mas não passa de um retrato do que seremos daqui a alguns anos. E com uma atuação impressionante da Bryce Dallas Howard – que encarna em algo não muito distante de um “digital influencer” obcecado por likes nos dias atuais. E a construção estética dessa sociedade é algo extremamente bem feito.

2° – San Junipero (3×4)

O mais poderoso, e mais tocante, com um visual oitentista vibrante e acolhedor. Traz talvez o tema mais assombroso da série, e o executa de forma magistral e bela. Será que vivemos numa realidade simulada?

1° – Toda sua História (1×3)

Esse vai te manipular, assim como Garota Exemplar, do David Fincher, mas numa realidade muito mais interessante, e um roteiro escrito de forma genial. A fragmentação do ambiente e das relações enquanto cada nova pista surge, é de um domínio de linguagem absurdo. E com uma cena final de rachar o coração, este sim pode ser chamado como o melhor episódio de Black Mirror.

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