Crítica: Stargirl (1ª temporada)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


Stargirl se mostra como a melhor série de heróis já produzida pela DC.


A mais nova série da DC Comics lançada neste ano, Stargirl, é a prova viva de que seguir os quadrinhos é uma ótima opção, e podem fermentar ainda mais na construção da narrativa. Num momento onde o mundo é visto trancafiado em casa por conta da pandemia do Coronavírus, e num ano de renovação para a DC Comics e a WarnerMedia, o show de TV original do DC Universe não poderia vir em hora melhor.

Com uma segunda temporada de Titans fraquíssima em diversos quesitos, e um crossover avassalador produzido pela CW, dando fim à série Arrow e o arco de Oliver Queen, deveria haver mais uma série, mas agora, ainda mais puxada para os quadrinhos. E aconteceu graças a Geoff Johns, o criador da personagem nos quadrinhos, uma homenagem a sua irmã falecida.

Tivemos um vislumbre com os trailers, e a escolha de elenco, que de forma incrível foi inserida em seus respectivos personagens, foram escolhidos a dedo para que a série pudesse acontecer. A protagonista, Brec Bassinger consegue brilhar, assim como o cajado que carrega para as batalhas. Por outro lado, um dos mais experientes do elenco, Luke Wilson, é o próprio Pat Dugan. Duas, das várias ótimas atuações de todo um elenco jovem.

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O primeiro episódio carrega uma das cenas mais incríveis de toda a série, com toda a Sociedade da Justiça sendo aniquilada pela Sociedade da Injustiça. Pat (Luke Wilson) fica encarregado de guardar todos os arquivos, fotos, armas e manter em segredo a base da equipe. Deixar tudo para trás era o melhor a se fazer. E é isso que ele faz, após conhecer Barbara Whitmore (Amy Smart) e sua filha Courtney (Brec Bassinger)Court ainda não estava acostumada com a ideia de se mudar para Blue Valley. O que ela não contava é que Pat no passado era ajudante de um herói chamado Starman (Joel McHale), e que ele guardava uma das armas mais poderosas do planeta, o Cajado Cósmico.

Após se aventurar por Blue Valley, ela descobre que um dos vilões da Sociedade da Injustiça está na cidade, e com a ajuda de Pat, ambos descobrem que toda a Sociedade da Injustiça se mudou para a Blue Valley. Com toda a Sociedade da Justiça morta, Courtney precisa escalar novos membros que podem ser capazes de ajudá-la a criar uma Sociedade da Justiça 2.0. Ela escolhe os excluídos de sua escola, com quem sentava na hora do intervalo. Uma menina que foi motivo de risada do colégio, outra que só tem seus pais como amigos e um garoto que é filho do Homem-Hora. Yolanda veste o manto do Pantera, Beth Chapel é a Doutora Meia-Noite e Rick Tyler tenta manter o legado de seu pai, Rex Tyler. Todos eles mentoreados por Pat Dugan, o F.A.I.X.A. Esse é um dos pontos que torna a série ainda mais interativa, pois ela não exclui o passado, unindo ele ao presente.

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Com uma equipe inexperiente, mas com um ótimo mentor, a nova Sociedade da Justiça estava sempre perto da Sociedade da Injustiça, só que cada um não sabia quem era quem. E um dos lados teve chance, já que Cindy (Meg DeLacy) sabia a identidade secreta da Stargirl, mas não contou aos vilões. Não demorou muito para que descobrissem a identidade de Stargirl, e tentar afetá-la, matando sua família também.

Pode-se dizer que o plano dos vilões é ousado (Projeto Nova América), já que incluem nele um alvo de 5 milhões de pessoas que serão reprogramadas a partir do Onda Mental (Christopher James Baker). Toda a ideia foi posta e trabalhada pelo Geada (Neil Jackson), líder da equipe de vilões, que desejava mudar o mundo para melhor, mas que apenas as mentes mais aptas sobreviveriam. Vale ressaltar que o foco era totalmente na população adulta de Blue Valley e outras cidades e estados perto de Nebraska. A nova Sociedade da Justiça corria contra o tempo para salvar o mundo na season finale. O resto não posso contar…

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Pulando da história para os detalhes técnicos, Stargirl consegue ter um CGI absurdo para uma série de heróis, algo que jamais foi visto. É visualmente bonito ver o robô de Pat – ele realmente foi construído – e ver os poderes do cajado, Geada e até mesmo o Onda Mental. Ainda falando do CGI, Solomon Grundy foi retratado como merece, gigante, amedrontador e feroz – não aquela “coisa” horrível de Gotham.

A trilha sonora consegue moldar o clima adolescente e escolar da série, além do lado heroico. As lutas, especialmente com o Mestre dos Esportes (Neil Hopkins) e a Tigresa (Joy Osmasnki) foram um show à parte, com ótimas coreografias. Mas, o mais impressionante é a personalidade de cada personagem ali introduzido, os figurinos tão chegado aos quadrinhos clássicos e atuais, e também as subtramas, que liga todos os pontos secundários ao principal, e cria uma narrativa coesa e sem pontas soltas. Sem dúvidas, é a melhor produção do DCU já feita. Que venha a segunda temporada!


Veredito

Stargirl tem um começo de temporada arrebatador e um final tão bom quanto. O paralelo entre a Sociedade da Justiça antiga e a nova é algo muito bem explorado na série, e mostra toda a dificuldade de se acertar por conta da inexperiência. Manter a Sociedade da Injustiça ainda ativa, mas nos bastidores por um tempo, foi muito bem pensado, pois, sem os heróis para atrapalhar, o plano poderia vir a dar certo. É incrível como até os vilões seguiram em frente após todos os acontecimentos.

O CGI empregado na série é impecável, levando em conta que é uma série, e que não deve ter um orçamento absurdo para que isso seja feito. Os visuais, tanto dos heróis quanto dos vilões é mais um ponto positivo da série. Mas, o maior acerto foi a relação familiar entre  Pat e Court desenvolvida na trama, mostrando todo o carinho e preocupação que um sente pelo outro.

Referências não faltaram, nem carisma nos personagens. Brec Bassinger e Luke Wilson se superam uma ótima atuação, que não teve queda de rendimento, e que o elenco também conseguiu ter. Stargirl constrói muito bem sua história, indo do começo ao final sem perder a qualidade, se tornando a melhor série de heróis da atualidade.

10/10.

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