Critica: Criando Dion (Netflix)

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


A série conta a história do pequeno Dion, um garoto que herdou poderes misteriosos através de seu pai, Mark Reese (Michael B. Jordan – que também é produtor da série) que tinha falecido. Dion e sua mãe Nicole (Alisha Wainwright – também interpretou a personagem Maia na série Shadowhunter) tiveram que enfrentar a vida sozinhos sem Mark.
A série foca bastante na dificuldade da família, uma mãe solteira que cuida de um filho que dotado de poderes e ainda precisa arranjar um emprego. A série trabalha bastante nesse tema familiar de união entre a mãe pai e filho.

Às vezes pode ser cansativo ter muitas séries de super-heróis, mas essa é uma exceção. A série também conta questões raciais, por exemplo: lá para o episódio 3, o pequeno Dion é vítima de um preconceito racial que ocorreu em seu colégio. Sua mãe se sente obrigada a ter uma conversa com seu filho sobre a tal questão. A mãe conta para Dion que no mundo haverá pessoas que irão querer o mal dele por causa de sua condição social, sua origem e a cor de sua pele. O garoto diz que achava que o Dr. King havia resolvido esse problema, mas quando na verdade, ele apenas resolveu uma parte do problema. Sua mãe diz que ele tem que ter cuidado com as outras crianças, pois nem todos o tratarão bem.
Os efeitos dos poderes de Dion são algo bem simples e bem trabalhado, não é nada muito grande e nem muito pequeno. As fotografias alternam entre áreas urbanas, campesinas ou mudanças climáticas sem explicação; a trilha é bem agradável e o elenco é bem econômico.

O pai de Dion aparece apenas em flashbacks, que essenciais para a construção da história. Os flashbacks revelam que Mark recebeu os poderes através de uma estranha anomalia climática do qual ocorreu na Islândia; não só Mark recebeu poderes, como também um grupo de pessoas que também estavam no lugar onde ocorreu esse evento.

Imagine a história de Shazam, um garoto que com uma palavra mágica ele se transforma em um super-herói. A série passa esse tipo de coisa. Um garoto de 8 anos que deseja ser um super-herói, e seu pai Mark vivia falando “Esse garoto vai mudar o mundo, Nicole, você vai ver.”


Tem diversas referências sobre quadrinhos da DC e Marvel, inclusive.

O personagem Pat (Jason Ritter), melhor amigo de Mark e padrinho de Dion. Um personagem meio pegajoso e invasivo, mas também ajuda Nicole nessa jornada para guia Dion nessa cruzada de ser um herói. Mas todo herói tem seu vilão, certo?Uma tempestade misteriosa com uma forma de um homem, começa a matar as pessoas que estavam envolvidas no evento que ocorreu na Islândia. Mais pra frente a série irá revelar a identidade desse Homem Torto, como Dion chama na série, e explicar o acontecimento que levou ele a tal mudança.

Veredito

Criando Dion é uma série que aborda sobre questões raciais, sociais, sobre família, amizade e tem também como finalidade um garoto cujo tem poderes e talvez um dia ele se torne alguém que possa mudar o mundo.


A série vale a pena ser vista, tenho certeza que irão gostar de sua proposta.            

                
7,5/10.

Uma consideração sobre “Critica: Criando Dion (Netflix)”

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