Crítica: Campo do Medo

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta e risco.


A mais nova produção da Netflix, Campo do Medo, foi o lançamento da semana no catálogo. Para alguns, houve muita espera – como eu – e quebraram a “cara”, quando viram a distorção de uma obra clássica de Stephen King.

O filme contou com a direção de Vicenzo Natali, que tomou como base o livro que Stephen King escreveu junto de seu filho, Joe Hill. O longa gira em torno de um campo sem fim, que funciona como um labirinto. Não é possível sair se andar em linhas retas. É apenas campo e nada mais.

A produção da Netflix começa contando a história de Becky (Laysla de Oliveira) e Cal (Avery Whitted), dois irmãos que viajavam para a casa dos pais em San Diego. Cal é obrigado a parar o carro pois sua irmã ficou enjoada por conta da gravidez. Logo, ela ouve uma voz de uma criança no meio do campo. Os dois entram para ajudar o menino e percebem que a mata era estranha. Os dois tentam sair de lá, falhando em todas suas tentativas.

Claro, toda aquela grama alta foi feita po CGI, e é perceptível isso logo no começo. A falta de uma textura mais real enquanto os irmãos passavam de carro. E ainda parecia que o carro andava em uma esteira. Bom, posso estar errado, mas foi constrangedor àquilo. Mas, voltando a história, o garoto se distanciava ainda mais, até que num ponto, ele acha o Cal. O menino chamado Tobin (Will Buie Jr.) diz que poderia levar o jovem até sua irmã. Então, eles logo vão… até acharem uma pedra. E é aí que entra o segredo do filme.

A pedra era amaldiçoada. Quem tocasse nela, jamais sairia do campo e iria caçar quem estivesse dentro dele. O pai de Tobin, Ross (Patrick Wilson), que ofereceu ajuda a Becky, tocou nela – por sinal, Wilson tem uma atuação abaixo do esperado, mas é o melhor do filme – e isso o transformou num tipo de “guardião” da mata.

O intérprete do Mestre dos Oceanos em ‘Aquaman’, especialista em filmes de terror.

Realmente, a tal pedra amaldiçoada foi a única parte que dá de compreender em todo o longa. Alem do mais, estava entalhado um tipo se ritual nela. Porém, Campo do Medo torna-se uma bagunça total, quando personagens já mortos, ressuscitam e fazem, sem uma linha de tempo tênue, ações para não cometer erros anteriores.

Medo é apenas um nome à mais no título do filme, pois não é isso o que ele passa. Quanto ao campo, isso tem de sobra. Tanto o enredo do filme, quanto a trilha sonora, não conseguem fazer jus ao título, e saírem de um entediante e confuso filme.


Veredito

A criação de um ambiente claustrofóbico por Natali, não passa de um não memorável ensaio para Campo do Medo. Um labirinto verde, que não contém tensão, suspense ou terror, este que é o gênero do filme. A falta disso, fez com que a produção ficasse curta, entediante e confusa em vários momentos do longa. É mais uma obra de King que se transforma em um filme e deixa a desejar.

5/10.

2 comentários em “Crítica: Campo do Medo”

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