Crítica: Rainhas do Crime

Alerta: SPOILERS! Desça e leia por sua conta em risco.


Vertigo por uma última vez.


É final dos anos 70 em Nova Iorque. Hell’s Kitchen é movimentada pelos irlandeses. Gângsters que protegem lojas, restaurantes e a pele de algumas pessoas em troca de dinheiro. Para um filme que tem o enredo desta década não se é muita surpresa.

‘Rainha do Crime’ (The Kitchen no inglês) já inicia com o puro machismo da década. A máfia irlandesa controla o bairro… até então. Os maridos de Kathy (Melissa McCarthy), Ruby (Tiffany Haddish) e Claire (Elizabeth Moss), logo são presos após falharem em uma missão. E é a partir daí que o filme começa a mostrar sua proposta ao público.

As esposas dos irlandeses precisavam de dinheiro, já que eram seus maridos que as sustentavam. Elas tomam o controle do bairro, e em pouco tempo conseguem construir um pequeno império, conseguindo ser tão grandioso quanto o de seus cônjuges.

A ação mesmo começa após a chegada de Gabriel (Domhnall Gleeson), um psicopata que salva Claire de ser abusada por Jackie (Myk Watford). Ele é morto, e isso facilita que as três mulheres dominem todo o complexo e controlem a máfia dos maridos.

Ao som de Barracuda, as mortes começam e a segurança, principalmente às mulheres chega. É improvável dizer que a trilha do filme não tenha encaixado com a ideia principal. Talvez o ponto maior do longa tenha sido aí.

Enquanto deixavam todos no bolso em negociações, seus maridos já estavam para quase saírem da cadeia. É claro que não iriam gostar do que estava acontecendo. Sentiriam inveja por não terem tido tanto sucesso quanto suas esposas.

E é isso o que acontece. O espectador já poderia prever isso logo na metade do filme. Quando os irlandeses saem, uma recompensa pela cabeça das Rainhas de Hell’s Kitchen é espalhada no bairro. O filme começa a ir caminhando para seu fim, parecendo que tudo iria dar certo, até que Claire morre. O ponto mais dramático, que consegue quebrar a expectativa do público, e pondo fim no reinado das três (já que uma apenas queria tudo).

As atuações são impecáveis. Era já esperado um filme mais centrado. Sério. Sem que desviasse do assunto. Melissa McCarthy sai dos filmes de comédia para atuar em um de quadrinhos. Haddish e Moss também têm seus destaques. Esta, cansada de sofrer nas mãos de um homem. Aquela, querendo tudo para si, passando por cima de todos.


Veredito

‘Rainhas do Crime’ é uma premissa baseada ns quadrinhos de Ollie Masters e Ming Doyle. Mostra que é possível sim seguir ligeiramente as HQs.

O longa deixa de usar alguns momentos clichês de que, todo mafioso apenas anseia por poder e nada mais. Porém, se perde no final, nesta mesma ação. Alguém buscava tudo para si desde o início. A amarga bilheteria pode explicar o insucesso do filme.

É, sem dúvidas, um filme que deixa a desejar em ação e tensão. Entretanto, foi preciso quando usufruiu das duas coisas. Andrea Berloff acertou no elenco, dando um toque de um humor mais sutil, mas pecou num roteiro pouco desconexo, confuso, com aparições repentinas e a pouca exploração das personagens.

O filme encerra o ciclo da Vertigo nos cinemas.

7/10.

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