Batman, 80 anos – Parte I

Criado poucos meses antes da Segunda Guerra Mundial eclodir, o Batman é um herói renomado, que fez sucesso desde sua criação até os anos de hoje. Ainda havia alguns anos atrás uma confusão entre os criadores. É inegável que Bill Finger por muitos anos foi deixado de lado, mas contribuiu de uma forma que Bob Kane não imaginava. Kane deu o nome e suas “asas”. Era um “Bat-man” muito diferente de como o vimos em sua primeira aparição e o vemos hoje. Finger o remodelou, pondo um uniforme mais escuro, capa que formava asas de morcego e uma máscara que realmente lembrava o mamífero que voa. Agora sim, era realmente um Homem-Morcego.

Detective Comics #27 (maio de 39)

Era a primeira história do vigilante. Uma mais curta, fazendo jus ao nome da HQ. Batman busca desvendar os mistérios de uma sociedade química.

Bill Finger e Bob Kane, criadores do Batman.

Batman #1 (1940)

O sucesso foi imenso, e graças a isso, o Batman teve sua própria “linha” de HQs. Novas histórias e novos vilões. Nesta primeira história, é mostrado o flashback da morte dos Waynes. Uma origem mais brusca do herói, recorrendo ao passado na Detective Comics #33. Após a morte, Bruce Wayne, filho único do casal, jurou na mesma noite vingar os pais.

Entre muitos bandidos, temos Hugo Strange, um psicólogo que trabalhava no Asilo. Era obcecado pelo Batman, e já tinha aparecido na edição #36. Mas há um novo vilão. O mais renomado deles. Coringa. A primeira aparição do Príncipe palhaço do crime. Iria ser apenas uma breve aparição. Finger pretendia matá-lo no fim, mas uma intervenção da editora não deixou, e acabou gostando deste personagem. O Coringa se tornou um grande nemesis do Batman, principalmente nos anos 70.

É válido lembrar que o primeiro Robin, Dick Grayson também participou da HQ.

Coringa foi inspirado no personagem principal do filme “O homem que ri” de 1928.

Batman entre 50 a 70 na Era de Prata

Os editores remodelaram alguns pontos da origem. Mantém quase a mesma base, porém tem uma adição. Alfred Pennyworth, o fiel mordomo e amigo de Bruce. No fim dos 50 e início dos 60, as histórias tinham mais elementos de ficção científica, fazendo o Batman “abandonar” um pouco seu ramo de detetive. Ele volta em Detective Comics #327 (1964). Nesses anos, o teor era mais calmo, tendo em vista, a série estrelada por Adam West nos anos 60, deixando o Batman mais cômico e trabalhando a luz do dia.

Uma HQ totalmente inspirada na série dos anos 60.

Ascensão e queda

O vigilante mascarado agora denominado realmente como Cavaleiro das Trevas, tem toda uma remodelação de personalidade. É mantido ainda a morte dos pais quando o menino tem oito anos de idade. Foi definido assim em “Cavaleiro das Trevas” , HQ lançada no ano de 1986 por Frank Miller.

“O retorno do Cavaleiro das Trevas”, HQ que também ganhou animação em duas partes, é baseada no pós Batman. Bruce Wayne havia aposentado a capa e o capuz quando Jason morreu. No melhor, se aposentou por mais ou menos aos 45 anos, já que na HQ é dito que ele tem 55.

Por infortúnio, sua mente estava em conflito. O Batman ainda permaneceu escondido durante anos. Os Mutantes, gangue na qual dominava Gotham, aterrorizava a cidade durante a aposentadoria de Gordon. Bruce se vê obrigado a voltar. Seu instinto diz isso. E então, ele luta contra os dominantes do crime na cidade. A parte um é finalizada em duas edições.

Uma das HQs mais aclamadas do Cruzado Encapuzado.

Há ainda a parte dois, mais duas edições, na qual mostram dois inimigos. Um deles, antigo aliado. O Escoteiro. Na volta de Coringa ao “mundo”, o palhaço coloca o pavor na cidade. Em meio a guerra fria, Superman lutava contra os soviéticos em Corto Maltese, enquanto Batman estava lutando até a morte com o Mestre do Genocídio. Após a morte do vilão, Superman é mandado pelo presidente para apagar o Batman. Bom, sabemos o final…

A maior batalha entre heróis da história. Zack Snyder tomou inspiração para produzir Batman vs Superman: A Origem da Justiça.

Em “ano um”, uma HQ mais a deriva da vinda do Comissário Gordon a cidade, explora o começo de ambos. De um vigilante e um policial contra o sistema corrupto. Outro trabalho impecável de Miller, agora ao lado de David Mazzucchelli. O trabalho foi publicado em meados de 87.

HQ também ganhou animação e tornou-se inspiração para a produção de Batman Begins.

A personalidade do Batman fluiu tanto entre os fãs que surge Alan Moore com “Piada Mortal”. Um quadrinho muito amado e aclamado por fãs e aficionados pelo herói. – Ele traz à tona o maior vilão, Coringa. Uma origem para ele.

Na HQ, é explicado sua origem. Comediante fracassado e tudo mais… A loucura dominou sua mente. – Batman é obrigado a acabar com seu verdadeiro nemesis. Coringa, no entanto, mostra seu pior lado. Na frente de James Gordon, ele atira em Barbara, a Batgirl. Fotos dela nua são tiradas. Não sabemos o que aconteceu depois…

No rapto de Gordon, Coringa invade sua mente, tentando deixá-lo louco, assim como ele era. Batman intervém e o vilão lhe conta uma história. História na qual ambos estavam sendo retratados. O homem da lei contra o fora da lei. Apenas gargalhadas em meio a chuva são vistos na reta final, com Batman colocando suas mãos no pescoço do homem.

Moore deixou para os fãs pensarem. Quebrarem suas mentes nisso. Mas colocou em prática o sentido do Batman. O lado ruim que ele tem. E é seu vilão.

Moore queria transmitir o peso de ser um herói.

Meses depois, a amada por muitos e odiada por outros, “Morte em Família”, por Jim Starlin, dividiu o público. A editora deixou os fãs decidirem. Matar ou não Jason Todd? Eles optaram por sim. Sabemos o desfecho.

Jason Todd foi o segundo Robin. Jim Starlin também quis mostrar que ser herói tem pesadas consequências.

E a última a ser falada é a “Queda do Morcego”, escrita por Doug Moench. Tem uma retratação incrível do Batman que, durante anos lutando pela cidade, foi desmonstrando cansaço físico e mental. – Já se diz também a origem do vilão que quebrou a lenda do Morcego, Bane! Tudo foi planejado por este, e ele, um dos únicos a derrotar realmente o Morcego, o humilha diante de toda Gotham.

Não só estas HQs ditas, mas também há outras icônicas. “O longo dias das bruxas”, “asilo Arkham”, “Batman Ego” e entre outras…

Batman o Cavaleiro das Trevas Ressurge retrata momentos da “Queda do Morcego”.

Atualmente

Temos muitas HQs neste século em que nos encontramos. Especialmente, “Batman: Silêncio”, escrita por Jeph Loeb e tendo arte de Jim Lee.

É um quadrinho muito bem desenhado pelo atual presidente da DC nos cinemas, e escrito por Loeb, trazendo ainda mais o relacionamento entre Batman e Selina.

Há também, a adição de um novo personagem. Doutor Thomas Elliot, amigo de Bruce na infância. Há uma trama toda envolvida sobre a identidade do novo vilão. Mas é uma leitura obrigatória e não falarei mais, pois darei spoilers.

HQ ganhará uma animação ainda neste ano.

2 comentários em “Batman, 80 anos – Parte I”

  1. Ficou ótimo sua síntese das HQs. Eu gosto de ler coisas que sejam escritas de maneira simples e objetiva, foi o que você fez dá para entender perfeitamente a ideia central de cada HQ. Parabéns Gabriel continue escrevendo sobre os heróis.👏🤗🙌

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